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Posts Tagged ‘menino maluquinho’

Chega o fim do ano e é hora de revisitar os últimos doze meses naquela restrospectiva inevitável. Na mídia, sempre surgem as listas: os melhores do cinema, da TV, do esporte, etc. Até no comércio é assim, com os mais vendidos, os best-sellers do ano.

Pois já que é hora de revisão, resolvi repassar os livros que me acompanharam em 2009. Alguns comecei e terminei este ano, outros foram remanescentes de anos passados. O que importa é que cada livro tem algo a nos dizer e data certa para chegar em nossas mãos. É como se ganhasse um brilho novo na estante e quisesse saltar aos nossos olhos suplicando: leia-me!

Aqui vão os livros que foram meus bons companheiros em 2009. Aprendi um bocado com todos, como sempre, mas alguns são realmente memoráveis e ainda ecoam fortemente seus ensinamentos em mim, os quais levarei não só para o ano novo, mas pela vida afora.

Dezembro “A prostituta sagrada: a face eterna do feminino” de Nancy Qualls-Corbett. Esse é um dos que comecei anos atrás e só agora terminei, minutos antes de escrever este post. É imperdível e nos mostra a importância do resgate do feminino na psiquê do homem e da mulher. Recomendo fortemente. “É esse aspecto móvel, mutante e transformativo do feminino que é associado à deusa do amor e com o qual a prostituta sagrada é identificada. Quando ele é ativo, vemos o mundo e nós mesmos sob uma luz diferente. Fluidos criativos são estimulados, e as fronteiras ou limites racionais são impelidos para o domínio do inconvencional e do irracional. Novas atitudes precedem certo excitamento, e a própria vida adquire novo significado.” p. 72

Novembro “Criando união: o significado espiritual dos relacionamentos” de Eva Pierrakos e Judith Saly. Este virou livro de cabeceira e deveria ser adotado nas escolas desde o maternal! :-) Aprendi profundamente sobre as relações humanas sobretudo no aspecto homem-mulher. “Nas camadas emocionais mais profundas, vocês verão que, em muitos casos, há muito pouca disposição em aceitar os outros. Descobrindo aos poucos o quanto são intolerantes e críticos com os outros, vocês perceberão que fazem exatamente a mesma coisa consigo mesmos.” p. 79

Outubro“Cura espiritual da depressão” de Alírio de Cerqueira Filho. Um livro muito elucidativo sobre a depressão, suas origens, como afeta os chacras e formas de tratamento, inclusive à luz do Espiritismo. “Como a principal causa da depressão é a ausência de sentido na vida, a ação de mudança vai ser integrar-se na vida. (…) é fundamental estabelecer um plano de ação para valorizar a vida, o bem, o bom, o belo, realizado a partir de pequenas ações de realização no cotidiano.” p. 107

Setembro “Vamos ficar bem” do Espírito Calunga, psicografia de Rita Foelker. Conheci através deste livro a sabedoria clara, direta e não menos amorosa de Calunga. É um sacode na poeira de nossa alma. Vale muito a pena! “Vocês querem uma vida melhor? Então abandone tudo o que faz a sua vida pior: toda ilusão, toda preocupação, todo sentimento de inadequação, todo remorso. Larga pra lá os pensamentos que não resolvem: eu já falei isso! Larga de achar que o mundo te persegue, que as pessoas estão contra você, porque é a sua energia que está contra você, e enquanto você não ficar a seu favor, a sua vida não vai andar.” p. 83

Agosto “O menino maluquinho” de Ziraldo e “O monge e o executivo: uma história sobre a essência da liderança” de James C. Hunter. Parece incrível, mas nunca tinha lido estes best-sellers, embora ame o programa na TV baseado no livro do Ziraldo. “E foi aí que todo mundo descobriu que ele não tinha sido um menino maluquinho, ele tinha sido um menino feliz!” (O menino maluquinho, p. 106). Temos muito a aprender com este garoto pra usar em 2010… “Como já dissemos, amor não é como nos sentimos a respeito dos outros, mas como nos comportamos com os outros” (O monge e o executivo, p. 85). Esta frase foi um grande insight para algo que eu estava passando no momento que li o livro.

Julho “Violetas na janela” e “A casa do escritor” do Espírito Patrícia, psicografia de Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho. O primeiro, um clássico espírita que eu ainda não havia lido e adorei. No segundo, achei a narrativa com pouco conteúdo. Ambos com linguagem simples e de fácil acesso para compreender melhor o mundo dos espíritos. “Para a maioria dos encarnados, felicidade é sinônimo de poder, seja mental ou material, satisfação, ociosidade e prazer. Entretanto todos esses estados são cultivo de futuras dores que não tardarão a florescer.” (A casa do escritor, p. 94)

Junho“Quando é preciso voltar” do Espírito Lucius, psicografia de Zibia Gasparetto. Dos melhores livros da Zibia que já li. Trata de traição, perdão, orgulho, resgates familiares… Boas lições. “Se alguma coisa não deu certo, não se culpe. Você fez o que lhe pareceu melhor no momento. O resultado não foi bom, você não gostou, procure agir de outra forma. É o que está fazendo no presente que determinará seu futuro.” p. 95

Maio “Um amor de verdade” do Espírito Lucius, psicografia de Zibia Gasparetto. É um belo romance espírita onde se fala sobre o amor, ciúme e os desencontros dos relacionamentos. “A vida une as pessoas por certo tempo para atingir seus objetivos. Quando consegue o que quer, provoca naturalmente as mudanças. Os relacionamentos são temporários. Quando acabam, dói, mas apesar disso é melhor aceitar, perceber que é hora de deixar ir.” p. 314

Abril “El ratoncito Perez” de Olga Lecaye e “Els amants papallona” de Benjamin Lacombe. Dois belíssimos contos (um de origem japonesa), um escrito em espanhol e a outro em catalão, duas pérolas,  que garimpei nos festejos do dia de Sant Jordi em Barcelona nas férias. O segundo é de uma qualidade gráfica e com ilustrações que enchem os olhos. Valeu cada Euro! “Els dos amics s´acaben enamorant, cosa que preocupa molt em Kamo, que es pensa que la Naoko és un noi.” (Els amants papallona)

Março “Tudo o que você pensa, pense ao contrário” de Paul Arden. Este foi presente de aniversário. O nome já diz tudo, mostra como é interessante quebrar certos paradigmas mentais que nos aprisionam. “A verdade dói, mas a longo prazo é melhor do que um tapinha nas costas.” p. 54

Fevereiro e Janeiro – Não tenho referências. Provavelmente estava lendo algum dos acima, que só terminei meses depois. Ou estava na praia, lendo jornal “de ontem”, curtindo o verão, sem me preocupar com coisa alguma. Faz parte. :-)

E você? Quais são seus Top 10 de 2009? Contaí. Boas leituras em 2010 e Feliz Ano Novo!

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aniversárioAcabo de fazer aniversário. Muitos diriam que completei mais um verão, mais um ano de vida. E em meio às reflexões que este evento acarreta, fiquei pensando: por que “completei mais um ano”? Por que não, “estou começando um novo ano”? Nossa tendência de olhar para trás e não adiante, fazer um inventário das experiências vividas, valorizar o que passamos e o que deixamos passar é sempre maior. E, do alto de minha mais nova idade, resolvi olhar pra outra direção e escolher diferente: quero um novo ano, um ano bom e de expansão.

Bom seria se a gente perdesse a memória para idades. Lembraríamos o que comemos ontem, o saldo do banco, o telefone do namorado, mas não quantos anos já percorremos. Digo isso não por estarmos “ficando velhos”, mas para que o peso dos números, cobranças e ansiedades não nos atormentassem tanto. Poderíamos sempre, simplesmente, celebrar o novo, um novo ciclo, uma nova etapa que inicia, nova jornada, novos horizontes. Mas este olhar o novo (e desconhecido) talvez seja o que menos fazemos por ser um tanto assustador. E mesmo os mais arrojados, que gostam da adrenalina do novo, de certa forma também o temem, pois o medo é parte do humano. A diferença é que temem, mas não se paralizam no medo. Como diria uma amiga, “colocam o medo ao lado, não na frente, e continuam caminhando”.

Gosto do mês de março, que sempre me traz estes novos ventos. É um segundo réveillon no ano. A energia é de renovação. E em paralelo é, de fato, o começo do ano novo na astrologia com a entrada do sol em Áries, signo da ação e dos inícios, mais precisamente ontem, 21 de março. Na vida cotidiana é também quando tudo recomeça: crianças voltam pra escola, as ofertas de cursos são fartas, enfim, o mundo recomeça a produzir após longas e merecidas férias com altas temperaturas nas praias.

menino maluquinho

Domingo passado acordei e, como de costume, liguei a televisão na TV Brasil. Já era bem tarde da manhã e começava a passar o insuperável “Um menino muito maluquinho”. Pra minha surpresa, o tema era – adivinhem! – aniversário. O Maluquinho contava como prometera jogar sua mamadeira no telhado quando fizesse 5 anos e como o tempo tinha passado tão rápido (obviamente ele não queria se desapegar daquele saboroso objeto de desejo). De fato, não é muito simples soltar as traquitanas que vamos acumulando com os anos. Mas se não fizermos isso, como abrir espaço pra algo novo? Que tal a mamadeira por uma bicicleta nova? 

No aniversário de 10 anos, Maluquinho ganha uma big festa, cheia de amigos e presentes e começa a vivenciar os impulsos juvenis na direção de uma bela moreninha. Ambos, que sempre foram amigos, de repente se descobrem “muito mais legais” um para o outro. É o tempo que passa com seus imperativos, também hormonais.

Foi um momento feliz e sincrônico, ver este episódio. Mas o melhor de tudo foi a dialética frase final com que o personagem, já adulto, encerra o programa: “O tempo nunca passa e a gente tem sempre todas as idades. O tempo passa e gente cresce.” É mesmo, cresci. Mas a menina que sonhava com uma bela festa de aniversário, ainda hoje, sonha em mim.

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