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Posts Tagged ‘livros’

Faz dois anos estive em Barcelona. Cidade linda, que respira arte e beleza em suas esquinas. Para minha felicidade, eu estava lá justamente em 23 de abril, dia de Sant Jordi (o nosso querido São Jorge), padroeiro da Catalunha. Neste dia, os catalãos têm o costume de festejar em meio a flores e livros. Sim, livros.

A cidade fica tomada de barracas onde livreiros colocam seus exemplares à venda com várias promoções. E em outras, vendem-se rosas de todas as cores. É que, reza a tradição local, no dia do santo, os homens presenteiam as mulheres com rosas e estas lhes dão livros.

É isso mesmo. Em vez de velas e procissões, livros e rosas. Lindo, não?

Caminhei pelas ruas da cidade observando os festejos deste que é também o dia dos namorados na Catalunha e dia mundial do livro. Passeei por La Rambla, colorida em mil matizes de flores. A beleza de Barcelona se acerba neste dia, e seu povo parece sorrir mais. Há uma alegria pairando no ar, um clima fraterno e de união.

Barcelona tem lindas praças, locais onde o povo compartilha histórias, encontros, esperas, descansos. Vi muita gente sentada na grama, alguns deitados até e fiquei lembrando de nossa praças sujas e mal cuidadas. Lá, a praça é o lugar da comunidade, comum + unidade. Um lugar democrático, pra todos. Sobretudo no dia de Saint Jordi.

Circulei entre as barracas e encontrei um livro lindo, uma pérola, uma fábula japonesa. Era um livro enorme, de capa dura, com ilustrações belíssimas. O texto, escrito em Catalão. Entende-se pouco desta língua algo exótica, diria, uma mistura de espanhol com radicais do francês e outras pitadas mais. Porém, a imagem é linguagem universal e, nesta história, pude conhecer o amor de dois jovens em “Els amants papallona”.

Comprei também um livrinho querido e lindo, “El Ratoncito Perez”, que conta a história do ratinho que pega o dente das crianças e lhes dá em troca presentes. Quem já não ouviu quando pequeno alguma lenda sobre a fada do dente, sobre jogar o dentinho de leite no telhado, e outras tantas? São histórias universais, que se contam em todo o mundo, cada uma com as características e traços locais.

Arrematei meus livros e, pra ficar mais feliz, também me dei rosas! Afinal, estar em Barcelona já era o maior presente, sobretudo neste momento feliz em que se comemora um santo tão popular, também para os brasileiros.

Então, amigos, que tal trocarmos livros e rosas no dia 23 de abril? #ficadica :-) Salve Jorge! Feliz dia de Sant Jordi!

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Cresci ouvindo histórias contadas pelo meu pai. Contato com livros tive bem pouco, por motivos financeiros e culturais na família. Mas curtia muito minhas HQs da turma do Sítio do Picapau Amarelo. Depois de grande fui fazer uma pós em Literatura Infanto-Juvenil e me apaixonei perdidamente pelas narrativas para crianças. (Acho que já contei esta história aqui, mas tem um porquê de repeti-la.)

Na pós, minha monografia foi sobre o poder transformador das narrativas. Eu mesma tenho minha experiência pra contar sobre isso com o livro “O homem que amava caixas”. Ou seja, as histórias são uma paixão que alimento com carinho e os contos para crianças me cativam ainda mais.

E não é que, assim como eu, tem um monte de gente que também curte histórias e as usa para ajudar outras pessoas? A Associação Viva e Deixe Viver é uma instituição voltada para esta missão, de usar a literatura para ajudar crianças hospitalizadas. Não é o máximo?

Quem viu o filme ou leu o livro (comprei, mas ainda não consegui ler) Patch Adams se encanta e, como eu, vai logo pesquisar como se faz pra entrar para o grupo de palhaços dos Doutores da Alegria. Só que em minha busca descobri que, para participar, tem que ser ator com registro profissional. Daí, minhas palhaçadas precisaram ficar guardadas pra outra ocasião. Mas foi assim que que descobri o Viva (para os íntimos! ;-)).

Esta semana soube que a Instituição está com inscrições abertas para novos voluntários do Rio de Janeiro que desejem trabalhar nos hospitais contando histórias para as crianças. Acho que finalmente chegou minha vez de contribuir e também me encantar mais uma vez com a força da PRESENÇA AFETIVA que uma boa história pode proporcionar. E você, não quer ajudar o Viva? Vamos juntos. Afinal, um mais um é sempre mais que dois…

Sobre o Viva e Deixe Viver

É uma OSCIP – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, que treina e capacita voluntários para se tornarem contadores de histórias em hospitais para crianças e adolescentes internados em nove mercados do país. Os principais recursos da Associação Viva e Deixe Viver atualmente são a leitura de obras infantis, as brincadeiras, a criatividade e o bom humor de seus voluntários.

Através de atividades culturais que estimulam o desenvolvimento das aptidões dessas crianças, a Associação contribui para a humanização dos serviços a elas destinados, integrando no seu cotidiano as condições sensíveis de comunicação e interação com a realidade externa.

Para realizar seu objetivo, a Associação Viva e Deixe Viver recebe como doação pelo menos duas horas semanais de seus voluntários que contam ou fazem histórias.

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Pra ir na Bienal a gente pegava quatro ônibus e, vou te contar, ia feliz. O prazer de ver tantos livros juntos e tantas coisas legais acontecendo era grande e valia o sacrifício. Ainda dá pra lembrar o gosto do cachorro quente que a gente comia depois de andar muitas horas só olhando, sem nada comprar. Afinal, a grana na juventude sempre é curta. Mas a diversão era garantida. A volta que era cruel. Enfrentar a fila imensa pra pegar ônibus até o Alvorada e, de lá, mais três até Niterói. Era uma dureza, mas a sensação no saldo final era boa: fomos à Bienal do Livro!

Achei que nunca faria sacrifício maior pra ir neste evento. E não é que este ano me deu a louca e resolvi pegar seis horas de viagem até São Paulo pra participar? Fui e foi sensacional. Meus olhos hoje são bem diferentes dos de antigamente. Vejo as editoras com o olhar da profissional de comunicação, vejo as palestras com sede de saber, vejo os livros como objetos possíveis de serem adquiridos (sim, comprei muitos este ano, mas tudo por uma pechincha devidamente garimpada!).

Este ano foi o da temática sobre os e-readers e livros digitais. Cada curva de stand só se falava disso. Vai pegar? Não vai? O livro de papel vai acabar? Aff, gente! Parem com isso. O livro não vai acabar NUNCA! Não se depender de leitores ávidos e contumazes como eu…rs Não sou absolutamente contra a tecnologia e quero mais é ter o meu e-reader, mas o prazer de uma estante cheia e colorida, ninguém me tira. Um dia hei de ter a minha.

Pra contar pra vocês como foi a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, melhor é recorrer às fotos que tirei. Ah e sabe qual a boa notícia? Ano que vem tem mais e será pertinho, no Rio, pra relembrar minhas aventuras pelo Riocentro, só que dessa vez, vou de carro, porque sou leitora ferrenha, mas não sou de ferro! :-)

Aconteceu na Bienal

Ele, o maior escritor infantil de todos os tempos. Ela, sua criação mais espevitada! Monteiro Lobato e Emília estiveram na Bienal. Pena que no meio de tanta programação e tantas coisas pra fazer, eu acabei não visitando a exposição em homenagem ao criador do meu tão amado Sítio do Picapau Amarelo.

Livros gigantes pra gente entrar no mundo mágico da literatura e das histórias. A Bienal é mais ou menos como o maravilhoso país de Alice. Vamos juntos?

Lindo stand da Madras com obras bem esotéricas e seu belíssimo símbolo, Ganesha, na entrada.

Apenas 1 centímetro. O menor livro do mundo é uma Bíblia em espanhol.

Comprei um minilivro da história de Alice no País das Maravilhas, com 5 x 6,5 cm. Lindo acabamento, ótima legibilidade e perfeita edição. Recomendo.

O mais clicado: Homem de Ferro no stand super transado da Panini. Milhares de revistas em quadrinhos pra todos os gostos e idades. Valeu a pena a visita.

Encontrei por lá Sherlock Holmes e Don Quixote! Trocamos boas idéias. :-)

Assisti ao debate com o tema “A língua praticada nas redes sociais e Internet”, com a participação do linguista, filólogo, professor e pesquisador Ataliba Castilho, do também linguista e professor Carlos Alberto Faraco, da professora, filóloga e autora Guaraciaba Micheletti e do blogueiro e diretor de estratégia da Agência Frog, Roberto Cassano. A discussão trouxe novas reflexões sobre a evolução da língua e pra mim, em especial, foi uma surpresa descobrir que já estudei muito nos livros de português dos autores Faraco e Moura nos tempos de escola.

Teatro de fantoches com a turma da Mônica. A garotada estava hipnotizada!

Ziraldo lançou seu livro O Menino da Terra, da Melhoramentos. A fila era digna do tamanho e da importância da obra do ilustrador e autor.

E em meio a tantas opções, tantas promoções, tantas editoras de primeira linha reunidas, me rendi e trouxe pro Rio nada menos que meus 27 livros (alguns são presentes, ok ok) comprados na Bienal do Livro de São Paulo (preciso de uma casa maior…). São contos, literatura infanto-juvenil, livros de auto-ajuda e outros mais. Estou feliz e realizada. Até a próxima!

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Chega o fim do ano e é hora de revisitar os últimos doze meses naquela restrospectiva inevitável. Na mídia, sempre surgem as listas: os melhores do cinema, da TV, do esporte, etc. Até no comércio é assim, com os mais vendidos, os best-sellers do ano.

Pois já que é hora de revisão, resolvi repassar os livros que me acompanharam em 2009. Alguns comecei e terminei este ano, outros foram remanescentes de anos passados. O que importa é que cada livro tem algo a nos dizer e data certa para chegar em nossas mãos. É como se ganhasse um brilho novo na estante e quisesse saltar aos nossos olhos suplicando: leia-me!

Aqui vão os livros que foram meus bons companheiros em 2009. Aprendi um bocado com todos, como sempre, mas alguns são realmente memoráveis e ainda ecoam fortemente seus ensinamentos em mim, os quais levarei não só para o ano novo, mas pela vida afora.

Dezembro “A prostituta sagrada: a face eterna do feminino” de Nancy Qualls-Corbett. Esse é um dos que comecei anos atrás e só agora terminei, minutos antes de escrever este post. É imperdível e nos mostra a importância do resgate do feminino na psiquê do homem e da mulher. Recomendo fortemente. “É esse aspecto móvel, mutante e transformativo do feminino que é associado à deusa do amor e com o qual a prostituta sagrada é identificada. Quando ele é ativo, vemos o mundo e nós mesmos sob uma luz diferente. Fluidos criativos são estimulados, e as fronteiras ou limites racionais são impelidos para o domínio do inconvencional e do irracional. Novas atitudes precedem certo excitamento, e a própria vida adquire novo significado.” p. 72

Novembro “Criando união: o significado espiritual dos relacionamentos” de Eva Pierrakos e Judith Saly. Este virou livro de cabeceira e deveria ser adotado nas escolas desde o maternal! :-) Aprendi profundamente sobre as relações humanas sobretudo no aspecto homem-mulher. “Nas camadas emocionais mais profundas, vocês verão que, em muitos casos, há muito pouca disposição em aceitar os outros. Descobrindo aos poucos o quanto são intolerantes e críticos com os outros, vocês perceberão que fazem exatamente a mesma coisa consigo mesmos.” p. 79

Outubro“Cura espiritual da depressão” de Alírio de Cerqueira Filho. Um livro muito elucidativo sobre a depressão, suas origens, como afeta os chacras e formas de tratamento, inclusive à luz do Espiritismo. “Como a principal causa da depressão é a ausência de sentido na vida, a ação de mudança vai ser integrar-se na vida. (…) é fundamental estabelecer um plano de ação para valorizar a vida, o bem, o bom, o belo, realizado a partir de pequenas ações de realização no cotidiano.” p. 107

Setembro “Vamos ficar bem” do Espírito Calunga, psicografia de Rita Foelker. Conheci através deste livro a sabedoria clara, direta e não menos amorosa de Calunga. É um sacode na poeira de nossa alma. Vale muito a pena! “Vocês querem uma vida melhor? Então abandone tudo o que faz a sua vida pior: toda ilusão, toda preocupação, todo sentimento de inadequação, todo remorso. Larga pra lá os pensamentos que não resolvem: eu já falei isso! Larga de achar que o mundo te persegue, que as pessoas estão contra você, porque é a sua energia que está contra você, e enquanto você não ficar a seu favor, a sua vida não vai andar.” p. 83

Agosto “O menino maluquinho” de Ziraldo e “O monge e o executivo: uma história sobre a essência da liderança” de James C. Hunter. Parece incrível, mas nunca tinha lido estes best-sellers, embora ame o programa na TV baseado no livro do Ziraldo. “E foi aí que todo mundo descobriu que ele não tinha sido um menino maluquinho, ele tinha sido um menino feliz!” (O menino maluquinho, p. 106). Temos muito a aprender com este garoto pra usar em 2010… “Como já dissemos, amor não é como nos sentimos a respeito dos outros, mas como nos comportamos com os outros” (O monge e o executivo, p. 85). Esta frase foi um grande insight para algo que eu estava passando no momento que li o livro.

Julho “Violetas na janela” e “A casa do escritor” do Espírito Patrícia, psicografia de Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho. O primeiro, um clássico espírita que eu ainda não havia lido e adorei. No segundo, achei a narrativa com pouco conteúdo. Ambos com linguagem simples e de fácil acesso para compreender melhor o mundo dos espíritos. “Para a maioria dos encarnados, felicidade é sinônimo de poder, seja mental ou material, satisfação, ociosidade e prazer. Entretanto todos esses estados são cultivo de futuras dores que não tardarão a florescer.” (A casa do escritor, p. 94)

Junho“Quando é preciso voltar” do Espírito Lucius, psicografia de Zibia Gasparetto. Dos melhores livros da Zibia que já li. Trata de traição, perdão, orgulho, resgates familiares… Boas lições. “Se alguma coisa não deu certo, não se culpe. Você fez o que lhe pareceu melhor no momento. O resultado não foi bom, você não gostou, procure agir de outra forma. É o que está fazendo no presente que determinará seu futuro.” p. 95

Maio “Um amor de verdade” do Espírito Lucius, psicografia de Zibia Gasparetto. É um belo romance espírita onde se fala sobre o amor, ciúme e os desencontros dos relacionamentos. “A vida une as pessoas por certo tempo para atingir seus objetivos. Quando consegue o que quer, provoca naturalmente as mudanças. Os relacionamentos são temporários. Quando acabam, dói, mas apesar disso é melhor aceitar, perceber que é hora de deixar ir.” p. 314

Abril “El ratoncito Perez” de Olga Lecaye e “Els amants papallona” de Benjamin Lacombe. Dois belíssimos contos (um de origem japonesa), um escrito em espanhol e a outro em catalão, duas pérolas,  que garimpei nos festejos do dia de Sant Jordi em Barcelona nas férias. O segundo é de uma qualidade gráfica e com ilustrações que enchem os olhos. Valeu cada Euro! “Els dos amics s´acaben enamorant, cosa que preocupa molt em Kamo, que es pensa que la Naoko és un noi.” (Els amants papallona)

Março “Tudo o que você pensa, pense ao contrário” de Paul Arden. Este foi presente de aniversário. O nome já diz tudo, mostra como é interessante quebrar certos paradigmas mentais que nos aprisionam. “A verdade dói, mas a longo prazo é melhor do que um tapinha nas costas.” p. 54

Fevereiro e Janeiro – Não tenho referências. Provavelmente estava lendo algum dos acima, que só terminei meses depois. Ou estava na praia, lendo jornal “de ontem”, curtindo o verão, sem me preocupar com coisa alguma. Faz parte. :-)

E você? Quais são seus Top 10 de 2009? Contaí. Boas leituras em 2010 e Feliz Ano Novo!

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