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Posts Tagged ‘crianças’

Cresci ouvindo histórias contadas pelo meu pai. Contato com livros tive bem pouco, por motivos financeiros e culturais na família. Mas curtia muito minhas HQs da turma do Sítio do Picapau Amarelo. Depois de grande fui fazer uma pós em Literatura Infanto-Juvenil e me apaixonei perdidamente pelas narrativas para crianças. (Acho que já contei esta história aqui, mas tem um porquê de repeti-la.)

Na pós, minha monografia foi sobre o poder transformador das narrativas. Eu mesma tenho minha experiência pra contar sobre isso com o livro “O homem que amava caixas”. Ou seja, as histórias são uma paixão que alimento com carinho e os contos para crianças me cativam ainda mais.

E não é que, assim como eu, tem um monte de gente que também curte histórias e as usa para ajudar outras pessoas? A Associação Viva e Deixe Viver é uma instituição voltada para esta missão, de usar a literatura para ajudar crianças hospitalizadas. Não é o máximo?

Quem viu o filme ou leu o livro (comprei, mas ainda não consegui ler) Patch Adams se encanta e, como eu, vai logo pesquisar como se faz pra entrar para o grupo de palhaços dos Doutores da Alegria. Só que em minha busca descobri que, para participar, tem que ser ator com registro profissional. Daí, minhas palhaçadas precisaram ficar guardadas pra outra ocasião. Mas foi assim que que descobri o Viva (para os íntimos! ;-)).

Esta semana soube que a Instituição está com inscrições abertas para novos voluntários do Rio de Janeiro que desejem trabalhar nos hospitais contando histórias para as crianças. Acho que finalmente chegou minha vez de contribuir e também me encantar mais uma vez com a força da PRESENÇA AFETIVA que uma boa história pode proporcionar. E você, não quer ajudar o Viva? Vamos juntos. Afinal, um mais um é sempre mais que dois…

Sobre o Viva e Deixe Viver

É uma OSCIP – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, que treina e capacita voluntários para se tornarem contadores de histórias em hospitais para crianças e adolescentes internados em nove mercados do país. Os principais recursos da Associação Viva e Deixe Viver atualmente são a leitura de obras infantis, as brincadeiras, a criatividade e o bom humor de seus voluntários.

Através de atividades culturais que estimulam o desenvolvimento das aptidões dessas crianças, a Associação contribui para a humanização dos serviços a elas destinados, integrando no seu cotidiano as condições sensíveis de comunicação e interação com a realidade externa.

Para realizar seu objetivo, a Associação Viva e Deixe Viver recebe como doação pelo menos duas horas semanais de seus voluntários que contam ou fazem histórias.

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Educação. Esta palavra deveria estar escrita num quadro na parede de todo político, legislador e administrador deste país. Quem sabe assim, não lembrariam do que é realmente importante e que faz um povo evoluir e crescer de fato. Hoje, 28 de abril é o Dia da Educação. É difícil a gente dizer que pode comemorar, quando vemos nossas crianças tão longe da realidade que a verdadeira educação oferece.

Há aquele velho embate. As escolas dizem que a educação é responsabilidade dos pais. Os pais, empurram para os professores. E assim, ficam as crianças e jovens entregues à própria sorte e fomentando valores bem pouco nobres. A educação comporta não só as disciplinas escolares, que ajudam a desenvolver as faculdades intelectuais, linguísticas e físicas. Mas também a ética, a responsabilidade, o respeito ao direito de todos, a igualdade, o viver em sociedade com tolerância e flexibilidade.

Jesus foi o maior educador de todos os tempos. Senão vejamos: ensinou toda a sua filosofia, vivenciando-a e exemplificando-a, logo, tinha grande autoridade moral e conhecimento de causa; usou uma linguagem que seus “alunos” pudessem compreender bem, com referências próximas e através de histórias (as famosas parábolas) para que melhor assimilassem seus conceitos; estimulou as virtudes de cada um; não acobertou os erros de ninguém, mas também não estimulou castigos, apenas corrigiu com amorosidade e firmeza. É ou não é o melhor “mestre” que já tivemos, na melhor acepção da palavra?

Imaginemos Jesus a mimar seus discípulos, ou a praticar o inverso do que dizia? Imaginemos se cedesse a chantagens emocionais? Se se envaidecesse a ponto de guardar seu conhecimento somente para si com medo de perder seu “posto”? Imaginemos se não soubesse dar limites e fosse pela cabeça dos fariseus, saduceus e tantos outros que compunham as correntes políticas e religiosas da época? Como temos que aprender com Ele, não é? Nós, primeiramente, para depois termos melhores condições de dar uma Educação real a nossas crianças.

Procurei no Michaelis as definições (adoro definições de dicionários, coisas de redatora…rs). E lá está:

  • Educação sf (lat educatione) 1 Ato ou efeito de educar. 2 Aperfeiçoamento das faculdades físicas intelectuais e morais do ser humano; disci­pli­na­mento, instrução, ensino. 5 Civilidade. 6 Delicadeza. 7 Cortesia.
  • Educar (lat educare) Formar a inteligência, o coração e o espírito de.

Se isso não é tudo que precisamos para este país entrar numa ascendente de desenvolvimento, não sei dizer o que pode nos salvar. O mundo só vai mudar pela reforma de cada um de nós. Só acredito no desenvolvimento humano, que é o que torna capaz todos os demais desenvolvimentos: econômico, social, moral, etc. E é baseado nisso que imagino o porquê de Jesus afirmar com tamanha poesia:

“Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa. Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus.” (Mateus, 5:13-16)

Que no dia de hoje possamos reafirmar um compromisso com nossa auto-educação e com aqueles que nos foram dados a orientar.


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