Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘Campo de São Bento’

Amo gatos. Quero deixar claro que amo esses bichanos desde que me entendo por gente. Eu, a Dra. Nise da Silveira e tantos outros. E se você odeia gatos (num sei como tem gente que consegue isso), esse post não é lugar pra você. Ou talvez seja… Não, não o expulso daqui, pelo contrário, o convido. Convido a olhar para estes pequenos seres peludos e dengosos com um pouco mais de humanidade.

Ouço muita gente dizer que “gato é bicho traiçoeiro” e outras baboseiras semelhantes. Mas, vou te falar, nada melhor que um gato pra entender a gente e fazer aquele chamego na hora que estamos mais por baixo que sola de sapato!

Sempre tive gatos. Tudo começou com uma gatinha que apareceu em casa. Eu devia ter uns 8 anos, suponho. Chegou e eu me encantei. Foi amor ao primeiro ronronar! A bicha era tão incrível que subia no meu colo, deitava a cabeça em meu ombro e abraçava meu pescoço com a patinha. Eu me achava a mais especial das pessoinhas por ter uma gata que mais parecia gente. Ela cresceu, cresceu e, como diz na Bíblia, se multiplicou. Teve a primeira ninhada. A segunda. A terceira! Quando vi, havia nada menos que 14 gatos convivendo conosco em casa. Pra mim era uma festa. Já minha mãe pensava um pouco diferente…rs Um dia a gata me abandonou e foi morar no vizinho. Rejeição infantil foi pouco! Mas fiquei com os outros 13, até minha mãe exigir que meu pai levasse os felinos pra miar em outras praças.

Os anos se passaram. Tive diversos outros. Cada um tinha uma personalidade, um jeito de ser. Gosto de psicologia e isso se aplica aos animais. Sempre curti analisar o jeito singular de cada um. Com um deles eu até treinava telepatia… Coisas de pisciana-meio-bruxa-que-adora-gatos. :-) Tive um cão só na vida, o Tobi, que se escondia debaixo da cama quando a gente pegava o balde pra dar banho nele. Mas como fui meio que atacada pelo cachorro da vizinha, peguei um trauma e agora prefiro ficar longe dos cães até que me provem que posso confiar neles.

Hoje, depois de um longo jejum de gatos em casa (sempre minha mãe a embarreirar os bichanos), estou com a Nina. Ela não é linda? (Ai de você se disser que não! rs). E espero que ela continue nos dando as alegrias que os animais nos transmitem. Para pessoas idosas, como meus pais, um animal doméstico é um fator importante de tratamento anti-depressão. Pode apostar, o amor que eles nos permitem é muito curador. Meu pai conversa com a gata como se fosse sua neta. Minha mãe, como se fosse sua melhor amiga. Enfim, Nina chegou, conquistou a todos e virou parte da família.

E se você anda procurando um gatinho ou um cão, não compre um. Adote. Há muitos animais pelas ruas, abandonados, humilhados, maltratados. Infelizmente há ainda muita maldade no mundo e os animais, geralmente, são os que sofrem com as frustrações humanas. Pra ajudar você nisso, sugiro que dê uma passadinha no Campo de São Bento pra ver a feirinha que um pessoal muito bacana faz por lá todo primeiro sábado do mês.

Os animais são uns fofos e te olham com aquela carinha de “me leva pra casa” irresistível. Os organizadores da feira são uns abnegados do bem, que recolhem os animais nas ruas, levam pra casa, tratam e tentam arrumar um lar pra eles. Precisam de ajuda também pra comprar ração e outros cuidados. Se você quer fazer algo bom por alguém, taí uma boa chance.

Contribua, adote-os (minha Nina foi achada na rua e colocada pra adoção pela internet). Deus –  e São Francisco de Assis, protetor dos animais – haverá de recompensar você em dobro, com garantia de muitas lambidas, balançar de rabinhos quando chegar em casa ou barulhinhos de ronronar e enroscadas em suas pernas. Não tem preço tanto amor. Desfrute. Adote um animal e seja bem mais feliz.

Anúncios

Read Full Post »

Acordei, dia lindo. Sol, céu sem uma nuvem. Dia das Crianças. Elas bem que mereciam esta paisagem soberba e alegre. Um show da mãe (generosa) natureza. Fui até o Campo de São Bento, ver o movimento, ver as crianças, pegar um pouco desta boa energia que tanto me faz bem. Pra acompanhar, pensei: – Vou levar um livro! Puxei o primeiro que vi na estante e, por uma dessas “coincidências”, era um da Ana Maria Machado: “Bem do seu tamanho”.


Livro em punho, ecobag de pano lindinha da Anima Mundi, lá fui eu pela estrada afora. Antes de ir para as reinações (não as de Narizinho, mas as minhas mesmo), uma passadinha na Igreja da Porciúncula de Sant´Anna, pra pegar uma benção de Nossa Senhora Aparecida, grande homenageada do dia, e dos santos protetores das crianças, ou Ibejis, o que, pra mim, é a mesma coisa. O importante é ser benção, não é?

No Campo de São Bento, visitei a feirinha de artesanato. Tantas coisas lindas e mais ainda as coisas para crianças e bebês. Só fez aumentar a vontade de ter meu filhote. Como não tenho e meu sobrinho já tá muito grandinho pra certos bibelôs, resolvi comprá-los pra outra criança: a minha. Comprei dois bonequinhos de pano muito fofos e bem feitos, os quais batizei de Ted e Lupi. Sim, me dou o direito de comprar o que eu bem entender no Dia das Crianças. Aliás, não só neste dia, mas em qualquer outro, porque eu mereço mesmo. :-)

Da feira fui direto pro parquinho, entupido da meninada correndo e gritando loucamente. Alguns diriam que era uma visão de Dante, mas eu não. Como já dizia “sir” Ronald McDonald, “amo muito tudo isso”. Fui olhando os pequenos se divertindo na pista de patins, no coreto (sim, o Campo de São Bento tem um lindo coreto, como nas cidades do interior!) e nos brinquedos elétricos. Eu disse elétricos, não digitais (não havia nenhuma criança com gameboy, ipod, ipad e outros Apples).

Eram brinquedos como o carrossel, o elefantinho e o carrinho de corrida, ideal para a criançada miúda (que não pode andar nos brinquedos para os maiores).


E o super-mega-hiper-master “carrinho que bate”? Oficialmente é chamado de Auto-pista. Na minha infância, brinquei muito sob as árvores grandiosas do Campo de São Bento e disputei muita corrida neste brinquedo, com a adrenalina a mil, fugindo dos meus amigos meninos, que sempre queriam destroçar os carrinhos das meninas (sempre a guerra dos sexos!).

Também me recordo do sobe e desce do carrossel com seus cavalinhos coloridos. Era um tempo feliz, sem pressa pra acabar.

E de como a gente ficava à beira do lago pescando peixinho com uma rede fininha. Pescávamos os peixes coloridos e os guardávamos num vidro de maionese com água. Bem pouco ecológico, confesso, mas como éramos felizes. O chafariz era um evento à parte. Esperávamos ansiosamente ligarem os jatos de água, parte por parte, até completar o último, mais alto, ao centro. Cheguei a passar um dia inteiro à beira do lago, desenhando o chafariz para concorrer num concurso promovido no local. Lembro ainda do desenho com toda nitidez e da minha mãe que me acompanhou, incansável, o dia inteiro: de manhã, na volta pra casa pra almoçar, e no retorno de tarde, pra que eu completasse minha obra de arte.

Agradeço a ela pelo incentivo à minha criatividade, ainda que eu não tenha ganho o concurso “por pouco”, como disseram os organizadores. Posso não ter ganho um prêmio, mas levei pra casa a certeza do meu talento, reconhecido de perto pelo olhar amoroso e companheiro da minha mãe.

Vi também nesta minha incursão no Dia das Crianças algumas não tão felizes, conflitos de família, pais agressivos, crianças bem mal-criadas. Mas é a vida, nem tudo é perfeito.

Sentei em um banquinho na sombra e fui curtir meu livro, comendo uma pipoca salgada. “Era uma vez uma menina. Não era uma menina deste tamanhinho. Mas também não era uma menina deste tamanhão. Era uma menina assim mais ou menos do seu tamanho.” Que surpresa! O livro falava de ser pequeno grande e ser grande pequeno. Tudo a ver com meu dia de criança no Campo de São Bento. Que bom que a vida é cheia de boas coincidências, como esta. E que ainda mora uma bela criança em meu coração, que tem o tamanho da minha espontaneidade, minha criatividade e minha alegria. E a sua criança, por onde anda?

Read Full Post »