Michael se foi. Foi antes da hora. Pelo menos da hora que eu e todos os seus milhares de fãs gostaríamos. Foi, mas deixou sua música, sua dança, sua criatividade e genialidade como nenhum outro. Para mim, de todos ele foi o maior. Um artista completo.
Muitos momentos felizes vivi ao som de suas canções e outros tantos de espanto e medo, como na primeira vez que vi Thriller. O Fantástico anunciou amplamente e todos esperávamos ansiosos pelo momento da exibição do novo videoclip do astro com efeitos muito especiais.
Lembro que me sentei no chão, bem perto da TV, para ver melhor. Paguei o preço. Quando apareceu um close daquele lobisomem horrível tomei o maior susto da vida! E, acreditem, até hoje eu tenho medo de lobisomem! É sério, não riam. E por razões óbvias, desculpem, não vou botar foto daquilo aqui no blog…rs Foi um trauma de infância que nem anos de terapia jamais resolveram.
Até hoje não vejo filmes de lobisomem de jeito algum. Fui literalmente marcada pelo lendário e inesquecível Thriller.
Outro momento impactante foi assistir a Michael em sua apresentação nos 25 anos da Motown. Incrível ver meu ídolo, já naquela época, deslizando no palco como a flutuar em sua iniguilável coreografia “moonwalker”. Para uma menina que sempre amou dançar, foi quase um momento de iluminação! No dia seguinte, eu e todas as crianças da rua tentávamos repeti-lo, nem sempre com sucesso.
Michael nos deixou marcas, lembranças, memórias visuais e sonoras. Fez a trilha sonora de muitos momentos de todos nós. Deixou sua arte, sua grande capacidade e talento. Ainda hoje, brilha. Precisava inclui-lo neste meu blog. Por isso, aqui fica uma singela homenagem para quem, para mim, viverá para sempre. Revejam o vídeo, afastem o sofá da sala e vamos dançar!
É isso aí! Nunca fui uma fã histérica, mas sempre admirei o talento desse artista e sinto-me triste quando vejo no que as mídias o transformam – buscando somente a polêmica, boatos, suposições (é o que vende e dá ibope, né?)…
Para mim, ele era um cara muito triste e sozinho que buscava em suas “bizarrices” um pouquinho da infância que perdeu, do carinho que não teve…